TÉRMICAS A GÁS TERÃO POUCA PRESENÇA NO LEILÃO A-5, AVALIA DIRETOR DA EPE

O leilão A-5 previsto para 28 de novembro não deverá ter um grande volume de projetos a gás natural. Até o momento apenas a UTE Azulão (AM-104 MW), da Petrobras, e a UTE Mauá 3 (AM-583 MW), da Eletrobras, declararam ter contrato de fornecimento de gás natural. Há a possibilidade de entrarem novos projetos de regaseificação de GNL privados, além de empreendedores recorrerem à capacidade excedente de regaseificação de GNL nos terminais da Petrobras.

O diretor da Empresa de Pesquisa Energética, João Carlos Miranda, não revelou qual deve ser o volume de projetos que apresentaram os contratos de fornecimento de gás, obrigatório para participar do certame. “Não foi uma grande quantidade, mas teremos projetos. Há casos de empreendedores que conseguiram contratos após o prazo e essas devem vir para um próximo leilão”, comentou ele, após sua participação no PowerGen Brasil, evento realizado em São Paulo, na terça-feira (21).

De acordo com Miranda, há possibilidade de termos novos terminais de regaseificação de GNL no Nordeste e no Sul do país. Esse segundo, confirmou ele, os projetos cadastrados são do Grupo Bolognesi. No Nordeste, ele não revelou a quantidade de projetos que estão cadastrados. “As habilitadas serão conhecidas apenas em 13 de novembro”, lembrou ele, que se recusou a revelar qual foi o número de projetos ou a capacidade instalada que poderá concorrer no leilão. Usinas na boca do poço, disse Miranda, apenas a da Petrobras. Em relação a térmica Mauá 3, a Eletrobras também já possui o contrato para ter o gás do campo de Urucu.

Na visão da EPE, continuou Miranda, o mercado de GNL ainda apresenta preços elevados, mas a perspectiva é de que deve cair no futuro com o shale gas americano. Esse preço mais elevado é atribuído ao aumento da demanda no Japão após o acidente nuclear de Fukushima. Após esse acidente, explicou ele, a parada das usinas nucleares daquele país elevou a demanda de GNL porque foi o combustível utilizado para suprir a falta das nucleares.

Agora, com a retomada das usinas nucleares, e o alívio nessa demanda, os preços devem voltar a patamares menores do que o encontrado pelos empreendedores no mercado internacional.


Fonte -Fonte: CanalEnergia

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