Fontes renováveis vão ser 62% da matriz energética global em 2050

Fontes renováveis vão ser 62% da matriz energética global em 2050

As fontes renováveis, principalmente a eólica e a solar, dominarão progressivamente a matriz energética global, segundo estudo da consultoria EY. De acordo o relatório intitulado “Se a transição energética é diferente, que rumo ela deve tomar?”, a estimativa é a de que elas respondam por 38% da matriz até 2030 e por 62% até 2050.

Pesa muito a favor da tendência, segundo a EY, o boom na adoção da energia solar em diversos mercados, o que fará com que ela seja a matriz dominante em países como Estados Unidos, além de outros na Oceania e no sul da Ásia. O motivo principal é a constante queda nos custos dos módulos solares fotovoltaicos, que desde 2010, no caso dos baseados em silício cristalino, têm registrado baixa nos preços de 80%.

Na Europa, aponta o estudo, a energia eólica vai se destacar, com a projeção de que se tornará a principal fonte em 2027, por meio não só da sua versão onshore, mas também da offshore, que deve começar a crescer de forma mais acentuada no médio e longo prazo. A consultoria cita o caso do Reino Unido, cuja capacidade eólica já ultrapassou a de gás em junho de 2023.

Para o chefe de sustentabilidade da EY, Ricardo Assumpção, porém, há alguns desafios que precisam ser superados para a implementação das fontes. Ele cita a necessidade de integrar as energias renováveis na rede, o aprimoramento do financiamento das atualizações da infraestrutura e a demanda de que a regulamentação acompanhe as mudanças do mercado. “A superação desses desafios exige esforço colaborativo entre os setores público e privado, reunindo políticas, investimentos, parcerias inovadoras e avanços tecnológicos”, disse.

Segundo o estudo, a maior adoção da energia solar centralizada e distribuída, da eólica e do hidrogênio vão impulsionar a transformação de todo o sistema, colocando sob pressão a rede elétrica. Isso exigirá soluções para expansão, especialmente em relação à flexibilidade, ou seja, a capacidade do sistema se adaptar à demanda de energia de forma constante.

Para se ter uma ideia, na Europa os requisitos de flexibilidade vão aumentar dez vezes até 2050, de acordo com as previsões da EY. Além do amadurecimento do uso de baterias e sistemas de armazenamento de longa duração na rede, a consultoria aponta que serão necessárias para superar esse risco estratégias que envolvam os consumidores como participantes ativos da rede, com o apoio de novos modelos de tarifação para gerenciar a intermitência da rede.

Outro desafio a ser superado são os problemas da cadeia de suprimentos e os atrasos nas licenças para instalação e operação de novos ativos de energia renovável. Há dificuldades na conexão de usinas em vários países, que podem levar alguns anos nos Estados Unidos e até 15 anos no Reino Unido.

O estudo está disponível em https://www.ey.com/en_gl/insights/energy-resources/how-bold-action-can-accelerate-the-worlds-multiple-energy-transition.


Fonte: Aranda Net

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