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Ministro garante que Petrobras não pagará conta do vale-gás para GLP


“Fundo” de R$ 3 bilhões citado por Bolsonaro pode vir de royalties do petróleo

A Petrobras não bancará um programa social para garantir o acesso ao gás de cozinha (GLP) à população mais pobre do país, afirmou ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, nesta segunda (9).

Ele garantiu em entrevista à Reuters que o “fundo” de R$ 3 bilhões defendido por Jair Bolsonaro para um futuro programa social terá outras fontes da renda do petróleo.

Com a escalada dos preços do GLP, o assunto tem tirado o sono do presidente de Bolsonaro.

“A Petrobras tem lá um fundo de mais ou menos três bilhões de reais para fazer um programa neste sentido [do vale-gás]”, disse o presidente em entrevista a uma rádio na semana passada.

De acordo com Bento Albuquerque, o governo avalia o uso de royalties e participações especiais para bancar a conta bilionária para criação do vale-gás federal. Está definido, até o momento, que o objetivo será bancar um botijão de 13 kg, a cada dois meses, para os lares beneficiados pelo Bolsa Família.

Mês passado, a epbr demonstrou que mesmo com a alta dos preços e aumento no número de inscritos no programa social, seria possível bancar até três recargas de GLP, que duram em média seis meses, com os R$ 3,7 bilhões destinados por Bolsonaro para desonerar o diesel e o próprio GLP, sem distinção entre ricos e pobres.

O valor do programa que está sendo avaliado pelo governo federal, por tanto, custaria mais que o dobro do valor citado Bolsonaro.

“Para o ano de 2022 serão necessários cerca de 7,5 bilhões de reais para fornecer um botijão de gás às casas do Bolsa Família a cada dois meses, são cerca de 16 milhões de beneficiários”, disse Albuquerque à Reuters.

Pela declaração do ministro, o governo já indica um aumento no número de inscritos, que se aproximava de 15 milhões em junho.

 

 


Fonte: epbr.com.br

Foto: epbr.com.br