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GD solar ultrapassa as 700 mil unidades consumidoras


O Brasil ultrapassou a marca de 700 mil unidades consumidoras com geração solar distribuída, segundo levantamento da Absolar. Com isso, a modalidade que contempla micro e miniusinas próprias nos consumidores ou a compensação de créditos pelo autoconsumo remoto ou por geração compartilhada, representa mais de 6,3 GW de potência instalada operacional. Além disso, de acordo com a associação, esse parque de geradores distribuídos atraiu mais de R$ 32 bilhões em novos investimentos ao país, agregando ainda 189 mil empregos acumulados.

Os consumidores residenciais representam a maior parte das unidades com geração própria solar, representando 75,5% do total. Em seguida, aparecem consumidores dos setores de comércio e serviços (14,8%), produtores rurais (7,2%), indústrias (2,1%), poder público (0,4%) e outros tipos, como serviços públicos (0,02%) e iluminação pública (0,01%). Tais instalações estão presentes em 5083 municípios de todos os Estados brasileiros, sendo os cinco municípios líderes Cuiabá (MT), Brasília (DF), Teresina (PI), Uberlândia (MG) e Rio de Janeiro (RJ).

Mesmo com o avanço dos últimos anos, a Absolar considera que o país está atrasado no uso da geração própria de energia solar. Entre os mais de 87,5 milhões de consumidores de eletricidade do País, a participação é de apenas 0,8%. Mas a tendência é o setor ganhar impulso nos próximos anos,  de acordo com a entidade. Isso por conta de acordo celebrado na semana passada entre o MME, a Aneel e associações do setor elétrico para  estabelecer o texto de consenso do PL 5829/2019, que cria o marco legal para a geração distribuída a partir de fontes renováveis. Pelo entendimento,  serão mantidas as regras atuais de GD para os 700 mil consumidores até 2045 e para os que aderirem à modalidade em um prazo de até 12 meses depois da publicação da lei. O PL foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados  nesta quarta-feira, 18 de agosto, e agora segue para o Senado Federal.


Fonte: Revista Fotovolt