Geral

Cedae quer autoprodução de energia renovável


A Companhia Estadual de Águas e Esgotos, a Cedae, do Rio de Janeiro, lançou no dia 8 de setembro um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para implantar projetos de autoprodução de energia renovável em suas unidades de produção e captação de água. Apesar de terem sido privatizadas as áreas de distribuição de água e de coleta e tratamento de esgoto da empresa em abril, em dois blocos que envolvem o Rio de Janeiro e mais 28 cidades do estado, a estatal ainda é responsável pela produção e captação de água, que será fornecida para as duas concessionárias privadas (Aegea e Iguá) que venceram a licitação.

Os projetos serão para a ETA Guandu, a Estação Elevatória Lameirão, a Captação Imunana e a ETA Laranjal. Essas unidades juntas gastam por mês R$ 43,77 milhões com energia e a meta com a possível futura licitação é reduzir em até 40% os gastos. Sem definir as fontes, que precisarão ser apresentadas nas propostas, a empresa espera economizar de R$ 2,4 bilhões a R$ 7,38 bilhões em até 25 anos.  No procedimento, a Cedae estima que as unidades de água demandam usinas de 250 MWp na ETA Guandu, 147 MWp na Lameirão, 42 MWp na Imunana e 46 MWp na Laranjal.

Pelo PMI, concorrentes terão 90 dias para apresentar propostas com o levantamento dos dados e pesquisas para estudar a viabilidade e desenhar a modelagem do projeto. As despesas deste processo seriam pagas pelo eventual vencedor de uma futura licitação, que pode ou não ser lançada pela Cedae.

Interessados em participar poderão entrar em contato com a comissão técnica constituída pela Cedae para solicitar esclarecimentos em até cinco dias úteis anteriores ao prazo de entrega do Requerimento de Autorização para a realização dos Estudos Técnicos, até as 18h, para o endereço eletrônico licitacoes@cedae.com.br. Outra opção é entregar o requerimento por escrito no edifício sede da companhia (Avenida Presidente Vargas n° 2655, Cidade Nova, Rio de Janeiro – RJ). A Companhia tem até dois dias úteis para fornecer resposta.


Fonte: Revista Eletricidade Moderna